segunda-feira, 15 de julho de 2013

Como monitorar as necessidades de capital de giro?

Respondido por Rodrigo Zeidan, especialista em finanças
Se pudéssemos fazer uma ‘autópsia’ nas pequenas e médias empresas que vão à falência, descobriríamos que a falta de capital de giro é a principal causa mortis. Empresas lucrativas, em muitos casos, sucumbem pela falta de planejamento do capital de giro. Por que isso acontece? A resposta não é simples, mas envolve a análise do ciclo operacional, que é subdivido em ciclos econômico e financeiro.
O ciclo econômico reflete o processo produtivo, da compra de insumos à venda dos bens e serviços. O financeiro, por sua vez, vai do pagamento da compra de insumos ao recebimento pelas vendas. O que os empresários esquecem é que um aumento de produção vai afetar primeiramente o pagamento dos insumos; e somente após todo o ciclo operacional, a empresa receberá pelo aumento de produção.
Portanto, a necessidade de capital de giro aumenta com o crescimento da produção e se a empresa não se planejar ela pode se estrangular financeiramente. 
Um dos mais interessantes paradoxos da gestão financeira é o fato de que o sucesso empresarial pode causar a morte da empresa por causa do aumento da necessidade de capital de giro. Como se prevenir? 
Monitorar os ciclos econômico e financeiro é fundamental. Eles não são afetados somente pelo crescimento, mas também pelos prazos médios de pagamento e recebimento. Embora o capital de giro não seja somente função do ciclo operacional, gerenciar as mudanças nos ciclos econômicos e financeiros é crucial para a sobrevivência da organização.
Para relembrar: o ciclo econômico pode ser medido pelo prazo médio de estocagem (PME); o financeiro é igual ao PME mais o prazo médio de recebimento e menos o prazo médio de pagamentos. 

Fonte: Revista Exame, por Camila Lam.

sábado, 13 de julho de 2013

Como ser um empreendedor menos estressado

Quais práticas podem amenizar o estresse do dia a dia?
Respondido por Eduardo Ferraz, especialista em gestão de pessoas.
Excesso de trabalho, equipe reduzida, pouco dinheiro para investir, pressão da concorrência e situação econômica delicada são situações cada vez mais comuns na vida dos empreendedores e de seus funcionários. Na prática, por melhor que seja o negócio, há momentos em que qualquer um fica cansado, irritado ou frustrado. Sentir-se assim certamente acentua o estresse e diminui a produtividade.
Entretanto, é possível utilizar algumas estratégias para diminuir seu estresse no dia-a-dia e aumentar sua reserva de energia para enfrentar melhor os desafios que seu trabalho exige.
1. Tenha um hobby

Uma das principais válvulas de escape para amenizar o cansaço mental é ter um hobby. Praticar um esporte, fazer coleções, assistir aos seus filmes favoritos ou fazer qualquer atividade que lhe dê prazer será uma ótima pedida. 
2. Não leve trabalho para casa

Vale a pena ficar uma hora a mais na empresa e terminar suas atividades extras do que levar serviços para casa e não conseguir descansar. Trabalhar à noite, além de render pouco, esgota a reserva de energia da maioria das pessoas e faz com que elas durmam mal. É muito mais produtivo começar o dia seguinte descansado.
3. Organize-se

A desorganização é extremamente estressante, pois a pessoa faz tudo ao mesmo tempo e não dá prioridade às tarefas mais importantes que ficam, quase sempre, deixadas para a última hora. Use sua agenda, nunca dependa apenas de sua memória e organize seus compromissos com pelo menos dois dias de antecedência.
4. Delegue algumas tarefas

A maioria dos pequenos empreendedores não consegue tirar sequer uma semana de férias, pois a carga de trabalho é grande e eles tendem a centralizar todas as decisões. Procure delegar tarefas às pessoas de sua confiança. Isso servirá como treinamento para eles e diminuirá sua carga de trabalho.
5. Aprenda a dizer não

Recuse projetos, novos clientes ou eventos sociais para os quais você não tenha tempo ou estrutura. Excesso de demandas tira o foco e estressa profundamente. Saber dizer não dará muito mais tempo para que você use melhor sua energia com o que realmente vale a pena.

Fonte: Revista Exame, por Camila Lam.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

3 termos de inovação que todo empreendedor deveria conhecer

Quais são os termos de inovação que todo empreendedor deveria saber? Respondido por Lourenço Bustani, especialista em inovação.
Antes de uma reflexão como essa, é sempre muito importante ter em mente a diferença entre o que é simplesmente novo e o que é de fato inovador. Isso significa ver as coisas de forma mais ou menos complexa, entendendo o legado e os impactos que um mero produto ou serviço pode causar na sociedade. Por isso, separei três termos (ou valores) que vêm muito antes dos jargões do mercado e ao meu ver são centrais para toda e qualquer inovação.

1. Valor compartilhado
Muitas empresas ainda correm atrás do novo apenas para ganhar dinheiro. Querem ser as melhores, as mais populares, descobrir o que mais vende, o que a concorrência ainda não fez. Mas, a grande questão é que hoje, para vender, é preciso ressoar, e nessa direção a inovação só faz sentido se for melhor para todos. O valor compartilhado representa a capacidade de uma organização beneficiar de maneira orgânica todos aqueles que participam da sua existência, incluindo o seu cliente final.
2. Visão sistêmica
Para compartilhar valor, é preciso entender o todo e, portanto, ter uma visão sistêmica. Compreender que um negócio vai muito além das relações comerciais de compra e venda faz com que essas próprias relações comerciais estejam a serviço de contextos mais favoráveis a todos, sendo a inovação um caminho para a mudança sistêmica.
3. Lucro e propósito
Uma equação que deve estar sempre na parede, como um mantra. De um lado o lucro, força que leva a empresa a crescer e gerar valor. Do outro o propósito, visão que a faz catalisar e transformar esse valor em bem-estar, felicidade, consciência e engajamento. Lucro e propósito, em sinergia e equilíbrio, são ao meu ver a melhor definição para inovação.

Fonte: Revista Exame, por Camila Lam.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

O que você e seu sócio têm em comum?

Escrito por Millor Machado, sócio-fundador da rede social Empreendemia
Depois de alguns anos empreendendo, uma coisa eu tenho como certa: escolher bons sócios é um dos pontos mais importantes para o crescimento de uma startup.
Vendo o meu exemplo (felizmente dei muita sorte nesse ponto!) e de outras startups que tiveram problemas na área, consegui identificar alguns padrões sobre quais características os sócios devem ter em comum para garantir uma boa relação. Entre essas, eu destaco três: grau de comprometimento, valores e visão.
Apesar de parecer uma coisa muito corporativa e não-prioritária para uma startup, ter uma definição formal de quais são os valores da empresa podem fazer uma grande diferença na tomada de decisões, principalmente nos primeiros meses, onde a incerteza sobre o modelo de negócios é maior.
Quanto antes você conhecer a opinião dos seus sócios sobre questões “polêmicas”, como sonegação de impostos, políticas de recompensa de funcionários, atenção ao cliente, etc, melhor. Uma hora ou outra será necessário tomar decisões sobre pontos como esses e saber que seus sócios estarão lá para apoiar é fundamental.
Para finalizar, um ponto que pode facilitar ou dificultar muito o dia-a-dia de uma startup é a visão sobre onde a empresa quer chegar e como fará para chegar lá.
É muito comum que as equipes estejam muito alinhadas sobre a visão de longo prazo do projeto, porém façam uma avaliação superficial sobre como farão para chegar lá.
Por exemplo, todos os sócios concordam plenamente sobre como será o produto daqui a 10 anos, mas possuem expectativas completamente diferentes sobre como ele será no lançamento. Um deles quer algo muito parecido com a visão final, enquanto outro quer lançar uma versão básica o mais rápido o possível e testar a reação dos clientes.
Definir prazos e o escopo de cada parte do projeto faz uma diferença gigantesca para manter todos na mesma página.

Fonte: Revista Exame, por Priscila Zuini. 

segunda-feira, 8 de julho de 2013

5 principais erros das pequenas empresas familiares

Quais são os principais erros na gestão de uma pequena empresa familiar? Respondido por Eduardo Ferraz, especialista em gestão de pessoas
As micro e pequenas empresas, no Brasil, geram mais da metade dos empregos com carteira assinada e, se acrescentarmos a participação dos empreendedores e seus familiares, teremos cerca de dois terços do total das ocupações no setor privado brasileiro. Apesar de sua enorme importância, muitas empresas de pequeno porte fecham as portas nos primeiros cinco anos.
Muitas empresas começam com um foco definido e depois de alguns meses passam a atuar em áreas que não têm absolutamente nada a ver com o negócio original. Isso acaba dividindo a atenção e prejudicando a melhoria do principal serviço ou produto da empresa.
Veja abaixo cinco erros comuns que se conhecidos e evitados pelo empreendedor podem diminuir as chances da empresa fechar. 
1.Falta de planejamento

A falha mais comum é o excesso de improviso gerado pela falta de um planejamento básico. Muitos empreendedores confiam demais em sua intuição e atuam na base da tentativa e erro olhando apenas o curto prazo.

2. Privilegiar parentes

Empregar parentes é absolutamente normal e, muitas vezes, necessário por uma questão de confiança e diminuição de custos. O problema começa quando não há controle de horários ou cobrança por resultados. Isso causa perda de autoridade e dá mau exemplo para os demais funcionários.

3. Misturar finanças

Misturar as finanças particulares com as despesas do dia-a-dia da empresa costuma causar um total descontrole de gastos. É fundamental ter contas bancárias separadas, definir uma retirada mensal fixa e ter disciplina para não usar o caixa da empresa para fins pessoais.
4. Não ter experiência
Os empreendedores de primeira viagem deveriam estudar muito bem os mercados que pretendem atuar antes de abrir qualquer negócio. É comum empresários falidos dizerem que jamais entrariam no ramo se soubessem como funcionava ou que teriam agido de maneira diferente se analisassem melhor o negócio.
5. Mau atendimento
Pequenas empresas deveriam dar enorme importância à satisfação de seus clientes e isso muitas vezes não acontece com a desculpa de que um serviço de primeira custa caro. Na verdade,o maior custo vem do mau atendimento que acaba afastando os consumidores e prejudicando o desenvolvimento de qualquer negócio.
Fonte: Revista Exame. Por Camila Lam

sexta-feira, 5 de julho de 2013

O que os recrutadores querem saber ao buscar referências

São Paulo – Buscar referências do trabalho de candidatos a uma oportunidade profissional até pouco tempo era uma prática restrita a alguns cargos específicos no Brasil. Mas com a expansão do mercado de recrutamento no país e a, consequente, necessidade de minimizar ao máximo os erros na contratação, os headhunters estão se valendo mais da prática.
Enquanto em outros países, o hábito mais corrente é o antigo chefe enviar uma carta de recomendação, por aqui, os recrutadores entram em contato por telefone com chefes, subordinados e clientes internos de empregos anteriores – geralmente, indicados pelo candidato. Todas as informações prestadas, garantem os especialistas, são mantidas em sigilo. 
“Na checagem de referências, é possível captar aspectos subjetivos que não conseguimos perceber na entrevista”, diz Gabriela Coló, da Havik. Por isso, segundo Adriana Prates, da Dasein Executive Search, geralmente, aos recrutadores com mais experiência é delegada a tarefa de contatar as pessoas que já trabalharam com o candidato em questão. 
Segundo levantamento da Havik, 59% das pessoas que já foram abordadas para contar sobre a experiência que tiveram com um antigo colega admitem serem transparentes durante toda a conversa de checagem de referências. De acordo com a pesquisa, tais pessoas mencionam não só os pontos positivos, mas até o que o candidato em questão ainda tem para desenvolver profissionalmente. 
Para 14%, a estratégia é apenas citar os pontos negativos – sem aprofundar. Já 9% dos entrevistados afirmam que só mencionam as qualidades do profissional em questão.
Confirmar informações
O objetivo mais básico dos recrutadores ao entrar em contato com antigos colegas de trabalho é simples: checar se as informações passadas pelo candidato são verdadeiras, de fato. Neste momento, cargos, promoções, funções, salário e motivo/contexto para a demissão entram na conversa. E, muitas vezes, o recrutador até entra em contato com o setor de RH da empresa para checar detalhes específicos. 
Quem doura a pílula ou conta uma mentira menos sutil pode ser desmascarado já neste momento, contam os especialistas. “Cerca de 80% dos profissionais falam que pediram demissão. Quando falamos com os antigos empregadores, percebemos que não foi bem assim”, conta Adriana Prates, da Dasein Executive Search. 
Checar valores e estilo
Confirmadas as informações básicas, é hora de saber, na prática, como era o profissional em questão. Primeiro, de acordo com Gabriela Coló, da Havik, o hábito é fazer perguntas abertas. 
“O que você tem a dizer sobre fulano?” ou “Como era a sua relação com ele?” são algumas das perguntas básicas para iniciar uma conversa do tipo. “As perguntas abertas trazem o que foi mais marcante sobre o profissional”, diz Gabriela. 
O estilo de gestão, a maneira como a pessoa lidava com a pressão ou com o trabalho em equipe, entre outros fatores, são colocados na mesa.
Descobrir problemas de comportamento
A partir do parecer da pessoa que está dando referência, o recrutador consegue “pescar” alguns indícios de problemas de comportamento por parte do candidato em questão. Se eles aparecerem, a regra é aprofundar. Mas, segundo Gabriela, a ideia é buscar essas informações de maneira natural, sem forçar.
Se tudo correr bem, todos os recrutadores lançam mão de uma pergunta chave: “Você trabalharia com esta pessoa novamente?”. A resposta (ou o simples titubear) podem revelar muito. 
Veja algumas das perguntas mais comuns na hora de checar referências:
1.O que você pode me dizer sobre o profissional X?

2.Como era a sua relação com ele? 
3.Ele foi demitido sem justa causa, o que aconteceu?
4.Como a pessoa executava o trabalho? 
5.Qual o principal resultado que o profissional trouxe para a companhia? 
6.Nos momentos em que era preciso agilidade para resolver uma questão, como ele reagia? 
7.Ele provocou algum conflito na empresa? 
8.Como era o relacionamento com os colegas, subordinados e chefes?
9.Como o profissional lidava com prazos? 
10.Você trabalharia novamente com esta pessoa? 

Fonte: Revista Exame, por Talita Abrantes.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

3 cuidados ao ser colega de trabalho e amigo ao mesmo tempo

São Paulo – Os jovens querem que seus colegas de trabalho sejam a sua segunda família. É o que revela uma pesquisa publicada pelo site Business Insider. De acordo com o levantamento, 71% dos entrevistados (que nasceram depois de 1980) consideram importante esta proximidade com seus companheiros de expediente e 88% buscam locais de trabalho que sejam divertidos e sociáveis.
“É uma característica do jovem, até porque a geração Y tem mobilidade grande, é comum ver jovens migrando, trabalhando em outros locais e isso faz com que exista necessidade de aproximação”, diz Iracema Dias de Araújo Andrade, diretora técnica da Viva Talentos.
Alexandre Santille, CEO do LAB SSJ, consultoria de educação corporativa, concorda que querer estar conectado com os colegas de trabalho é uma característica dos jovens, mas faz uma ressalva. “Um jovem há 30 anos teria comportamentos parecidos, o que mudou é o fato de as pessoas passarem mais tempo no trabalho e também a tecnologia que traz uma facilidade de conexão”, diz.
Os dois especialistas afirmam que é possível, sim, conseguir a tão sonhada relação próxima com os colegas de trabalho e superiores, mas, afirmam, os jovens devem ficar atentos a alguns pontos. Confira quais são:
1.Separação de pessoal do profissional é necessária durante o expediente
Na noite anterior, todos podem ter saído juntos após o término do trabalho, mas, no dia seguinte, a relação profissional deve prevalecer, por exemplo, em uma reunião de feedback. "Separar os momentos é um aprendizado”, diz Iracema.
Já que os jovens usam a expressão 2ª família, Iracema cita um desafio que existe dentro do ambiente familiar. “É como na família, os pais querem ser amigos de seus filhos, mas também precisam educá-los e dar limites e, para isso, fazem a separação dos momentos”, diz.
Na opinião de Santille, a maturidade é o ponto crucial e que vai fazer toda a diferença na hora de fazer a distinção entre assuntos pessoais e profissionais. “O papel do gestor é ajudar o jovem a separar as coisas”, diz.
2.É melhor se conectar com pessoas que têm valores semelhantes aos seus
A relação de confiança estabelecida no ambiente de trabalho é o primeiro passo para quem deseja se aproximar de um colega ou do gestor também fora da empresa. Por isso, Santille recomenda que o profissional faça uma análise de perfil no sentido de buscar conexão com pessoas que têm valores e propósitos parecidos. “É trabalhar para gestores alinhados”, diz.
3.Procure empresas que promovam a integração
Um ambiente acolhedor e mais informal é o sonho de muitos jovens quando o assunto é a empresa ideal para trabalhar. Conforme a pesquisa, 88% dos entrevistados pertencentes à Geração Y querem isso.
 
“Já há esse movimento por parte de empresas que criam espaços integração e de acolhimento”, diz Iracema. A dica é buscar justamente locais que tenham a integração e cooperação dentro da sua política de recursos humanos e fuja de ambientes com competitividade exacerbada e estimulada por gestores.
Fonte: Revista Exame, por Camila Pati.