quinta-feira, 20 de junho de 2013

5 erros que afastam um empreendedor de sua equipe

Especialistas apontam quais são as atitudes que empreendedores devem evitar na gestão de pessoas.
São Paulo – Hoje, uma liderança mais participativa aumenta as chances de levar uma pequena empresa ao sucesso. “Mas, ainda existem líderes que acreditam que a liderança tem que ser por conflito. Sendo que os efeitos de um mau líder podem acabar com uma empresa e destruir uma equipe”, explica Sônia Garcia, headhunter da De Bernt Entschev.
Para Eduardo Carmello, diretor da Entheusiasmos Consultoria, há três áreas em que um empreendedor pode se aperfeiçoar quando o assunto é gestão de pessoas: orientação estratégica, engajamento e capacitação do talento. “Nas PMEs, eles têm uma dificuldade de ter uma gestão de pessoas, pois o jeito da empresa está ligado ao jeito do dono”, diz.
Com a ajuda de Sônia, Carmello e Alexandre Rangel, sócio-fundador da Alliance Coaching, Exame.com listou os principais erros que donos de pequenas empresas cometem.
1.Não ser claro nas ordens 
Um bom líder precisa repassar os objetivos estratégicos de forma clara para os seus funcionários. Um dos principais erros que os chefes cometem e acabam o distanciando da sua equipe é não esclarecer o que precisa ser feito e o que é realmente prioridade.
Para Carmello, outra cena comum é o empreendedor dizer uma coisa e fazer outra. “Além de não ter clareza, dita uma série de regras, mas na hora de fazer, ele acaba não fazendo”, diz.
2.Somente cobrar
Para ser um bom gestor de pessoas, o empreendedor tem que comandar bem e ter controle sobre o que está sendo feito ou não. Entretanto, é comum que pequenos empresários se deixem levar pela ansiedade. 
“Na hora que a equipe mais precisa de uma instrução ou de um esclarecimento, o gestor está longe. Mesmo sabendo da dificuldade, ele só está lá para cobrar”, explica Carmello. Para Rangel, a equipe se sente mais próxima do chefe quando há uma orientação de perto. 
3.Não incentivar a capacitação
Hoje, o que motiva um funcionário a crescer dentro de uma empresa, independente do porte, é a oportunidade de se aprender algo novo. “Com falta de apoio do gestor, ele começa a se desconectar e pensa ‘dou meu sangue e não estou apreendendo nada’”, explica Carmello.
Nesse sentido, o gestor acaba eliminando a capacidade do funcionário. O recomendável é fazer um levantamento rápido entre os funcionários para saber como a empresa poderia ajudar em treinamentos ou cursos especializados. 
4.Ignorar o feedback
Como a relação entre o dono e os funcionários é um pouco mais próxima nas pequenas empresas, algumas práticas são deixadas de lado. “É inacreditável como os gestores não dão feedbacks, há uma dificuldade enorme”, afirma Sônia.
Para Rangel, além de criar um vínculo de confiança, o feedback é importante porque as pessoas querem saber se estão indo bem ou não. Vale lembrar que é possível fazer críticas, mas sem ofender o outro lado. 
5.Ser muito centralizador
Ser o único a tomar decisões ou tentar resolver todos os problemas sozinho é típico de um empreendedor. Mas, o ideal é que os líderes deleguem mais e busquem diferentes soluções com a sua equipe. Dessa maneira o funcionário se sente mais motivado e desafiado dentro do negócio.
Rangel afirma que o discurso “não fez nada mais do que a obrigação” está ultrapassado, e para incentivar a inovação dentro de sua empresa é preciso compartilhar determinadas informações. 
Fonte: Revista Exame, por Camila Lam.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

5 dicas para empreendedores terem uma rotina mais produtiva

Especialista lista recomendações para que a rotina de um pequeno empresário e da sua equipe seja mais produtiva
Como fazer com que a rotina de trabalho de uma empresa seja mais produtiva?
Respondido por Eduardo Ferraz, especialista em gestão de pessoas
A rotina, mesmo nas pequenas empresas, propicia uma lógica de funcionamento que é fundamental para que as pessoas possam ter um bom planejamento de seu tempo e de suas atividades. Entretanto, tudo o que é muito burocrático cansa, desmotiva e induz à zona de conforto. Para ter um dia a dia produtivo, mas sem monotonia, sugiro as seguintes dicas:
1. Seja acessível
Uma das maiores vantagens de se trabalhar em empresas de pequeno ou médio porte é a proximidade com o dono do negócio. Por isso, esteja disponível sempre que possível para se relacionar com seus colaboradores. Tão importante quanto ouvir as pessoas, é dar retorno a respeito de suas sugestões e críticas. Isso demonstra deferência e respeito.
2. Seja flexível
Estimule sua equipe a criar alternativas aos procedimentos corriqueiros. Ser flexível dá uma margem de manobra que as grandes companhias não costumam ter. Você pode, por exemplo, liberar as pessoas para fazer alguns trabalhos em casa um ou dois dias por mês ou ter um banco de horas informal em que os colaboradores possam compensar um trabalho extra com folgas.
3. Tenha momentos informais
Comemorar o aniversário das pessoas, fazer um happy hour, promover pequenos campeonatos esportivos, assistir juntos um filme inspirador, por exemplo, são ações que geram um espírito de camaradagem e reforça o trabalho de equipe. A maioria das pessoas trabalha mais disposta e motivada quando conhece o lado “humano” de seus colegas, chefes e subordinados.
4. Dê feedbacks assertivos
Ser franco e justo é muito melhor do que ser omisso e complacente, pois dá às pessoas a percepção de que o clima é agradável, mas a indolência e os maus resultados não serão tolerados. Procure dar feedbacks frequentes para todos os seus colaboradores: elogie o bom desempenho e aponte as falhas com objetividade e clareza dizendo em que a pessoa pode melhorar e os caminhos que você sugere para que isso ocorra.
 5. Premie o bom desempenho
Trabalhos ou desempenhos consistentemente acima da média devem ser reconhecidos e premiados. Valorize explicitamente os indivíduos mais dedicados e comprometidos com os resultados da empresa. No começo, isso pode gerar um pouco de competição, mas, com o passar do tempo, se os critérios forem justos, essa cultura tende a se espalhar pela empresa e contaminar positivamente o ambiente de trabalho.
Fonte: Revista Exame, por: Camila Lam.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

“A estratégia é o sangue de uma empresa”, diz especialista

São Paulo - “A estratégia é o sangue de uma empresa. É a força motriz de uma companhia: ela que determina o que será feito, como será feito e por que será feito.” Essas são algumas da palavras de ordem que formam o manifesto. "Onde Começa a Liderança", escrito por Cynthia Montgomery,  Ph.D. em administração, premiada em Harvard e autora do best-seller "O Estrategista: seja o líder de que sua empresa precisa" (Sextante, 2012).
A estratégia nos negócios foi o tema central da passagem recente de Cynthia por São Paulo para o HSM Management – Estratégia. Em entrevista à EXAME.com, a especialista chamou executivos de volta à estratégia como principal ferramenta de negócios. “As empresas têm basicamente readministrado estratégias, o que está longe da liderança de fato”, diz. “Ela não pode ser uma atividade como qualquer outra. Ela é a ferramenta mais poderosa para elevação dos níveis de liderança.”
“Estratégia começa com a clareza do que queremos ser”

Mais do que pensar em como vender mais ou atingir seu cliente em cheio, Cinthya vê nos movimentos internos o primeiro passo de uma estratégia bem desenhada. “A estratégia vinha se concentrando na relação do ambiente com seus parceiros e clientes e, por alguns anos, a estratégia interna foi deixada de lado”, diz. 
Por isso, antes de começar a mexer nas relações externas, Cynthia acredita é essencial ter todo o caminho muito bem pavimentado da porta da empresa para dentro. “É preciso realmente imaginar e idealizar o que queremos ser, porque isso é o que realmente importa.”
No manifesto, Cynthia não deixa dúvidas de que tudo começa com um exercício de criatividade. “Uma estratégia de sucesso começa com imaginação, propósito e uma conexão profunda dos clientes”, diz. “Isso evolui o tempo todo, e um líder ganha a responsabilidade de desenhar o caminho para que a companhia continue a ser relevante.”
“Implementação e estratégia são igualmente importantes”
O alinhamento da estratégia com os funcionários não é um mero cascatear de informações. “É preciso construir um modelo de negócios que opere respirando a estratégia”, afirma Cynthia. “Essa estratégia tem de vestir o propósito da empresa”.
Por isso a implementação de uma estratégia é crucial para que o resultado seja favorável. “Chega a ser estúpido achar que a implementação da estratégia não é tão nobre quanto a elaboração dela”, afirma.
“Os jovens são a chave do reino”
Parece uma profecia, mas Cynthia garante que os jovens já estão mudando muito a forma dos mais velhos lidarem com a estratégia interna. “Jovens não trabalham em empresas onde falta transparência ou não há uma filosofia em que de fato acreditam”, diz.
Para eles, essencial é criar significado para a empresa e para o trabalho. Com isso, perguntas como “quem somos” e “quem queremos ser” precisam ser respondidas claramente pela estratégia da companhia. 
“É preciso motivar o emocional”
Dinheiro é bom e todo o mundo gosta. Mas nem só de remuneração, benefícios e compensações materiais vive uma equipe. A elaboração de um real significado para a empresa e o trabalho são fortes elementos motivadores para o lado emocional. “Por isso a transparência é importante. Os funcionários precisam saber e concordar o trajeto e o lugar onde pretendem chegar.”
Fonte: Revista Exame, por Bárbara Ladeia.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Os tropeços de carreira mais comuns da Geração Y

São Paulo – A agilidade de uma geração que cresceu com rápidas mudanças tecnológicas está plenamente de acordo com as necessidades atuais das empresas. “O que o mercado de trabalho exige vem ao encontro do que a Geração Y    tem a oferecer" , diz Fábio Avellar, consultor e palestrante.
No entanto, os jovens devem ficar atentos para não cometer alguns tropeços, já que a os primeiros anos de carreira geralmente são permeados por muitas dúvidas, principalmente no que diz respeito à conduta esperada pelo mundo corporativo. EXAME.com foi investigar com os especialistas quais os erros mais comuns cometidos pelos profissionais da Geração Y. Confira o que eles disseram:
1. Cair nos estereótipos geracionais
“É uma geração inquieta, multitarefa e questionadora. O primeiro erro destes jovens é acreditar que eles são da Geração Y e atuarem com tal”, diz o coach Homero Reis. 
Ou seja, acreditar nesta tipologia geracional e apostar em uma postura estereotipada é, de acordo com o especialista, um erro.
Não é porque você é jovem que não precisará se adaptar à cultura corporativa e respeitar hierarquias, por exemplo. “As empresas não convivem, o profissional vai precisar entrar no esquema da companhia”, explica.
2. Imediatismo
“A pessoa nem planta e já quer colher os frutos”, diz Homero Reis. O tempo de “casa”, geralmente, é o preço a se pagar para conquistar de uma promoção. “Mas nem todos os jovens estão atentos a esse tempo de aprendizado, e a ansiedade prejudica bastante”, acrescenta Avellar. 
De acordo com ele, é comum os profissionais da Geração Y partirem em busca de novas oportunidades sem se darem o tempo necessário de amadurecimento no cargo necessário para garantir a ascensão profissional. “Quando eles consideram que as coisas não estão acontecendo, já partem para outra”, diz Avellar.
No entanto, os jovens devem ficar atentos para não cometer alguns tropeços, já que a os primeiros anos de carreira geralmente são permeados por muitas dúvidas, principalmente no que diz respeito à conduta esperada pelo mundo corporativo. EXAME.com foi investigar com os especialistas quais os erros mais comuns cometidos pelos profissionais da Geração Y. Confira o que eles disseram:

3. Achar-se dono da verdade
É o que Homero Reis chama de relativismo. “O jovem interpreta o mundo a sua maneira e considera que esta interpretação é a única verdadeira”, explica. A consequência é deixar de ouvir as outras pessoas e aprender com elas.
Esta prepotência tem mesmo sido um dos problemas detectados pelos executivos quando o assunto é relacionamento dentro do ambiente de trabalho, de acordo com empresário gaúcho Bruno Perin criou o projeto Será que Tá certo?, em que executivos de sucesso dão dicas de carreira para a geração Y. 
“Os jovens já estão sofrendo com os conflitos internos nas empresas já que em um mesmo ambiente convivem pessoas de gerações diferentes”, diz Avellar.
4. Não aprender com os erros
Para Homero Reis, um problema recorrente nos jovens da geração Y é a ausência do que ele nomeia como 'senhoridade'. “É um conceito relacionado à capacidade que a pessoa tem de sustentar a vida a partir de suas próprias experiências”, explica.
Para desenvolver a tal da "senhoridade" é preciso ter percorrer uma estrada, ganhar experiência e aprender com os erros cometidos. “Quem não tem senhoridade não se vê responsável pelos seus erros e fracassos. Se erra, o culpado é o outro”, diz. 
Pensar que você não foi aprovado em um concurso porque a concorrência era grande ou justificar a promoção que não veio com o fato de o chefe não gostar de você são exemplos de falta de senhoridade, diz o especialista.
“Se não passou no concurso é porque não estudou o suficiente. Se não foi promovido é porque a relação com o chefe não é boa e o profissional também tem responsabilidade nisso”, diz ele, considerando que falta nos jovens a capacidade de aprender com os erros.
5. Dificuldade de criar relacionamentos sustentáveis
“O maior erro é não criar relacionamentos sustentáveis com as pessoas e as empresas.”, diz Avellar. A superficialidade das relações é uma grande inimiga do networking, que para ter efeito esperado necessita de tempo e investimento, lembra o especialista. 
Mas não é só isso, a relação com as empresas também é prejudicada. “Pesquisas recentes indicam que em 25 anos de carreira, uma pessoa da Geração Y vai trocar 8 vezes de emprego e 4 de área de atuação”, diz. 

Fonte: Revista Exame, por Camila Pati.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

10 atitudes proibidas no trabalho em equipe

São Paulo – A máxima de que nenhum homem é uma ilha, célebre na obra do poeta inglês John Donne, surgiu na Idade Média, mas continua mais válida do que nunca, sobretudo no ambiente profissional.
É que a capacidade de trabalhar bem em equipe tem sido uma das habilidades comportamentais mais valorizadas pelos recrutadores. Por isso perguntas com foco nesta competência são frequentes nas entrevistas de emprego.
“É muito importante porque uma equipe ruim pode destruir uma empresa”, diz a consultora organizacional Meiry Kamia. Aumento de custos, erros constantes são alguns dos prejuízos ocasionados por uma equipe que não trabalha bem junta.
Pensando nisso, EXAME.com consultou especialistas para saber quais são os principais erros que os profissionais cometem e que podem comprometer todo o trabalho de uma equipe. Confira:
1.Ser inflexível e não transparente na comunicação
“Um dos principais erros é a pessoa se comunicar da mesma forma com todo mundo”, diz Marcia Rezende, diretora do Instituto de Thalentos. Conforme ela explica, comunicar-se bem não é simplesmente falar bem. “É preciso ter flexibilidade na comunicação e vontade de compreender o outro”, explica.
“É algo relacionado à empatia. Se uma pessoa é mais delicada o ideal é ser mais sutil na comunicação, com alguém mais focado em fatos e dados é melhor ser mais objetivo”, diz Meiry.
A transparência também é palavra de ordem no trabalho equipe. “É importante que a equipe saiba quais são as condições e as limitações do seu trabalho”, diz Márcia.
2.Não alinhar o objetivo
Cada participante tem uma meta individual. Um quer ganhar dinheiro, outro está em busca de reconhecimento profissional ou de uma promoção. Mas se essas pessoas não encontram um objetivo em comum que mova a equipe, todo o trabalho pode ser comprometido, segundo Marcia. “Uma equipe desalinhada custa para a organização”, diz.
Isso acontece uma vez que o trabalho em equipe só funciona quando os participantes têm um objetivo em comum. “Em neurolinguística é o que chamamos de metaobjetivo, está acima dos objetivos pessoais”, diz a especialista.
3.Comprometimento zero
Um participante não comprometido vai prejudicar os resultados atingidos por toda a equipe. “Sem valores e objetivos alinhados, a chance de faltar comprometimento é alta porque o trabalho precisa fazer sentido para o profissional”, diz Marcia.
4.Falta de planejamento e de respeito a prazos
Sem participantes focados e com planejamento nenhuma equipe vai para frente. É importante que as prioridades sejam dadas e que cada um saiba muito bem qual o seu papel dentro da equipe e siga à risca o que foi definido, na opinião de Márcia. “É preciso saber o que é urgente, o que é prioritário e respeitar os prazos”, diz a especialista.
5.Criticar um participante na ausência dele
Descontente com a atitude de um dos colegas de equipe, o profissional reclama dele para as outras pessoas. Pode até parecer inofensivo, mas não é, segundo Meiry. “Gera um mal estar tremendo”, diz a consultora. “Falar diretamente é muito melhor porque reduz a interferência e dá a chance de a pessoa receber um feedback sobre as suas ações”, explica.
6.Desvalorizar o trabalho do outro
Em mercados cada vez mais competitivos, a tendência é valorizar demais o trabalho individual dentro da equipe e ignorar ou desvalorizar o esforço dos outros participantes. “Com a competitividade como pano de fundo, este é um erro comum”, diz Meiry. Lembre-se de que uma postura assim transmite a imagem de arrogância.
7.Não assumir erros
Certamente uma pessoa assim já deve ter cruzado o seu caminho. Ótimos em apontar o dedo e denunciar o erro alheio e péssimos na hora de assumir seus próprios equívocos. “Se alguém da equipe erra, o certo seria que o erro fosse encarado como sendo de todos, mas infelizmente a realidade não é essa”, diz Meiry.
8.Ignorar as regras estabelecidas pela equipe
Respeito às diretrizes é essencial, mas nem todo mundo faz isso. “Muitas pessoas acabam ignorando as regras e fazendo as coisas do jeito que elas acham melhor”, diz Meiry.
A resistência geralmente está ligada à adoção de novos processos, procedimentos e sistemas. “As pessoas têm dificuldade em se adequar”, diz Meiry.
9.Desequilíbrio emocional
Tomar feedbacks negativos como perseguição pessoal, melindrar-se diante de críticas construtivas, perder a calma e apelar para gritos e grosserias. Estes sintomas podem indicar que o profissional peca em relação ao equilíbrio emocional, segundo Meiry. Além de ser prejudicial ao andamento do trabalho de toda a equipe, há o risco de essa pessoa acabar isolada.
10.Não aceitar as diferenças
Entender que a heterogeneidade de uma equipe é um aspecto a ser valorizado nem sempre é comum. “Entender e respeitar as diferenças é essencial, mas muita gente quer moldar as pessoas de acordo com seu ponto de vista”, diz Meiry.
É claro que os embates vão acontecer, mas tentar entender os outros é o caminho correto na hora de solucionar conflitos e construir alianças. “Negociação é fundamental”, lembra Márcia.

Fonte: Revista Exame, por Camila Pati.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

5 princípios básicos para ter sucesso na carreira

São Paulo – A ideia de sucesso  não é a mesma para todo mundo. Mas os conceitos para alcançá-lo (independente da forma que ele tomar) quase sempre são os mesmos. É o que Bryan Tracy expõe em seu mais recente livro “O Ciclo do Sucesso” (Editora Gente). Veja quais são os fatores básicos para avançar na sua trajetória profissional – do seu jeito.
Tenha metas claras
O primeiro passo para conquistar o sucesso é defini-lo. É saber o que você quer para sua vida. Em outros termos, delimitar suas metas e objetivos de curto, médio e longo prazo. “Metas claras nos livram da lei do acidente, a tendência de que as coisas aconteçam de uma maneira aleatória e imprevisível. Os objetivos fornecem um claro senso de direção (...). As metas nos proporcionam a sensação de poder, propósito e foco”, afirma o autor no livro.
Tenha autocontrole e confie em si mesmo
Delimitadas as metas é hora de correr atrás de tirá-las do papel. E, neste processo, domínio próprio é essencial. “Sempre que exercemos autodomínio e nos disciplinamos a fazer ou dizer o que é certo, especialmente sob estresse, criamos resistência às nossas tendências naturais. Essa resistência gera fricção. Trata-se do mesmo atrito ou calor que, ao ser aplicado a um cadinho contendo elementos químicos, faz com que esses produtos se cristalizem e assumam uma nova forma”, afirma o autor no livro.
Se para alcançar seu objetivo é essencial, por exemplo, acordar mais cedo, não é cedendo à tentação de dormir mais que você conseguirá cumprir seu propósito. Toda mudança exige uma dose de superação das próprias tendências, hábitos e medos. Ultrapassados estes limites, o novo tem tudo para virar parte de você.
Assuma riscos
Neste sentido, sair da zona de conforto é outra parte essencial do caminho para o sucesso. E assumir os riscos que este movimento traz é fundamental. Basta olhar os grandes nomes de nossa era para perceber que fugir do mesmo é um dos passos para ser o que você quer.
Confie em você mesmo
É impossível assumir riscos, se você não confia em si mesmo. O autor afirma que a autoconfiança é o produto de quatro fatores: clareza (sobre quem você é e o que quer), convicção (de seus valores), compromisso (com o próprio plano de ação) e consistência (o caminho para o sucesso exige persistência: não dá para assumir uma tarefa hoje, para amanhã deixá-la de escanteio).
Faça o que ama
A motivação e excelência no trabalho é diretamente proporcional ao sentido que a atuação tem para quem trabalha. “As pessoas que estão no trabalho errado olham para o relógio o tempo todo”, afirma o autor no livro. O que você faz em, pelo menos, um terço dos seus dias tem que ter algum sentido para sua vida como um todo – não pode ser apenas um cargo para preencher em formulários.
Com este brilho nos olhos, você terá motivação para fazer mais e ir além na busca pelos seus objetivos. “A felicidade é uma condição; não é algo que se conquista por meio de perseguição direta, mas o resultado de nosso engajamento em atividades que tem propósito”, afirmou Aristóteles, de acordo com passagem do livro.
Fonte: Revista Exame, por Talita Abrantes.

terça-feira, 11 de junho de 2013

4 vícios profissionais (e como se livrar deles)

Entenda o que leva alguns executivos ficarem presos a hábitos que podem prejudicar a carreira e veja como é possível mudar este quadro
São Paulo – Os hábitos, sejam eles maus ou bons, começam sempre por meio de um gatilho. Sim isso mesmo. Gatilhos “são estímulos sensoriais responsáveis pelo encadeamento de uma rotina. É como um vício”, explica Renato Hirata, consultor e sócio da Hirata Consultores & Editora.
Ele explica que os grilhões que prendem muitos profissionais à rotinas destrutivas são as “recompensas” que provêm delas. “Todo hábito tem um ganho. Até, por exemplo, fumar. O fumante pode dizer que o cigarro o deixa mais seguro, mais tranquilo”, explica. 
Por isso, uma mudança de rotina pressupõe que a pessoa identifique o gatilho que desencadeia o hábito e a “recompensa” resultante dele. Esta é uma das primeiras etapas de um sistema desenvolvido por Hirata para que as pessoas consigam alterar atitudes que em nada contribuem para a carreira PMI – Prosper Mind Intelligence.
 Para que a alteração da rotina seja efetiva e duradoura, os profissionais passam pelas cinco fases do PMI, segundo o especialista: diagnóstico, conscientização, motivação, ação e repetição. Entender o que desperta o hábito, ou seja, qual é o gatilho, é o primeiro passo.
“A conscientização acontece quando a pessoa sabe qual é o efeito do hábito para a sua vida, é aí que ela ‘acorda’”, diz. A motivação para mudar surge em seguida, mas a ação - isto é, o rompimento da inércia da rotina - só é possível quando a pessoa enxerga outro hábito com uma recompensa mais vantajosa e decide substituir. 
“A última fase é a repetição da ação”, explica Hirata. Ele sugere que a pessoa faça isso por 28 dias para que os resultados sejam duradouros. Com base neste método, EXAME.com pediu que Hirata identificasse hábitos que atrapalham a carreira de executivos e quais as “recompensas” que os prendem a eles. O especialista também sugere novos hábitos que podem substituí-los, mostrando que as recompensas destes últimos podem ser mais vantajosas. Confira:
Habito 1 Reclamar que a empresa não oferece recursos
Queixas sobre tempo curto para realizar as tarefas ou sobre a falta de ferramentas para trabalhar são constantes nas empresas, de acordo com Hirata. A recompensa deste hábito, diz o especialista, é a proteção do mau desempenho. “É uma justificativa. A pessoa não pode ter uma boa performance porque a empresa não deixa”, explica.
Dica: Fazer dos recursos limitados uma oportunidade de crescimento pode ser o substituto deste mau hábito, sugere Hirata. “Ao fazer isso, a pessoa para de congelar a mente nas reclamações”, explica. E a recompensa é o aumento do potencial criativo.

Habito 2 Trabalhar apenas pelo dinheiro
Ter o dinheiro como único motivador para trabalhar é outro mau hábito em que muitos executivos incorrem. “A recompensa é a sobrevivência. Ao receber o salário o profissional paga as contas e sobrevive”, diz o especialista. 
Dica: Trabalhar voluntariamente para a organização pode ser o novo hábito adotado. O dinheiro deixa de ser o objetivo e passa a ser a consequência. “A recompensa é o aumento do valor agregado. E as pessoas que estão voluntariamente na organização tendem a ser mais estáveis também”, diz.
Habito 3 Vitimizar-se pelas injustiças cometidas pela empresa
Ter sido preterido em uma promoção ou não receber o aumento almejado são “pratos cheios” para que os profissionais se considerem vítimas da injustiça de um gestor ou da empresa. O hábito de se fazer de vítima tem como recompensa a “terceirização” do fracasso. “O ganho desta atitude é justificar a situação de fracasso”, diz Hirata. 
Dica: Ao invés de se considerar uma vítima, tome as rédeas da situação e assuma o papel de empreendedor. “Quem assume o olhar do dono do negócio consegue suportar qualquer crise”, diz Hirata. 
Habito 4 Medo de se comprometer com metas
Ao esquivar-se do comprometimento com seus objetivos e metas a recompensa é a minimização do esforço, de acordo com o especialista.
Dica: Troque o medo pela coragem de assumir novos desafios. “O ganho de transformar a coragem em hábito é o aumento do limite do desempenho”, explica Hirata. Mire-se no exemplo dos atletas que melhoram a performance estipulando metas a serem alcançadas.
Fonte: Revista Exame, por: Camila Pati.