sexta-feira, 14 de junho de 2013

Os tropeços de carreira mais comuns da Geração Y

São Paulo – A agilidade de uma geração que cresceu com rápidas mudanças tecnológicas está plenamente de acordo com as necessidades atuais das empresas. “O que o mercado de trabalho exige vem ao encontro do que a Geração Y    tem a oferecer" , diz Fábio Avellar, consultor e palestrante.
No entanto, os jovens devem ficar atentos para não cometer alguns tropeços, já que a os primeiros anos de carreira geralmente são permeados por muitas dúvidas, principalmente no que diz respeito à conduta esperada pelo mundo corporativo. EXAME.com foi investigar com os especialistas quais os erros mais comuns cometidos pelos profissionais da Geração Y. Confira o que eles disseram:
1. Cair nos estereótipos geracionais
“É uma geração inquieta, multitarefa e questionadora. O primeiro erro destes jovens é acreditar que eles são da Geração Y e atuarem com tal”, diz o coach Homero Reis. 
Ou seja, acreditar nesta tipologia geracional e apostar em uma postura estereotipada é, de acordo com o especialista, um erro.
Não é porque você é jovem que não precisará se adaptar à cultura corporativa e respeitar hierarquias, por exemplo. “As empresas não convivem, o profissional vai precisar entrar no esquema da companhia”, explica.
2. Imediatismo
“A pessoa nem planta e já quer colher os frutos”, diz Homero Reis. O tempo de “casa”, geralmente, é o preço a se pagar para conquistar de uma promoção. “Mas nem todos os jovens estão atentos a esse tempo de aprendizado, e a ansiedade prejudica bastante”, acrescenta Avellar. 
De acordo com ele, é comum os profissionais da Geração Y partirem em busca de novas oportunidades sem se darem o tempo necessário de amadurecimento no cargo necessário para garantir a ascensão profissional. “Quando eles consideram que as coisas não estão acontecendo, já partem para outra”, diz Avellar.
No entanto, os jovens devem ficar atentos para não cometer alguns tropeços, já que a os primeiros anos de carreira geralmente são permeados por muitas dúvidas, principalmente no que diz respeito à conduta esperada pelo mundo corporativo. EXAME.com foi investigar com os especialistas quais os erros mais comuns cometidos pelos profissionais da Geração Y. Confira o que eles disseram:

3. Achar-se dono da verdade
É o que Homero Reis chama de relativismo. “O jovem interpreta o mundo a sua maneira e considera que esta interpretação é a única verdadeira”, explica. A consequência é deixar de ouvir as outras pessoas e aprender com elas.
Esta prepotência tem mesmo sido um dos problemas detectados pelos executivos quando o assunto é relacionamento dentro do ambiente de trabalho, de acordo com empresário gaúcho Bruno Perin criou o projeto Será que Tá certo?, em que executivos de sucesso dão dicas de carreira para a geração Y. 
“Os jovens já estão sofrendo com os conflitos internos nas empresas já que em um mesmo ambiente convivem pessoas de gerações diferentes”, diz Avellar.
4. Não aprender com os erros
Para Homero Reis, um problema recorrente nos jovens da geração Y é a ausência do que ele nomeia como 'senhoridade'. “É um conceito relacionado à capacidade que a pessoa tem de sustentar a vida a partir de suas próprias experiências”, explica.
Para desenvolver a tal da "senhoridade" é preciso ter percorrer uma estrada, ganhar experiência e aprender com os erros cometidos. “Quem não tem senhoridade não se vê responsável pelos seus erros e fracassos. Se erra, o culpado é o outro”, diz. 
Pensar que você não foi aprovado em um concurso porque a concorrência era grande ou justificar a promoção que não veio com o fato de o chefe não gostar de você são exemplos de falta de senhoridade, diz o especialista.
“Se não passou no concurso é porque não estudou o suficiente. Se não foi promovido é porque a relação com o chefe não é boa e o profissional também tem responsabilidade nisso”, diz ele, considerando que falta nos jovens a capacidade de aprender com os erros.
5. Dificuldade de criar relacionamentos sustentáveis
“O maior erro é não criar relacionamentos sustentáveis com as pessoas e as empresas.”, diz Avellar. A superficialidade das relações é uma grande inimiga do networking, que para ter efeito esperado necessita de tempo e investimento, lembra o especialista. 
Mas não é só isso, a relação com as empresas também é prejudicada. “Pesquisas recentes indicam que em 25 anos de carreira, uma pessoa da Geração Y vai trocar 8 vezes de emprego e 4 de área de atuação”, diz. 

Fonte: Revista Exame, por Camila Pati.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

10 atitudes proibidas no trabalho em equipe

São Paulo – A máxima de que nenhum homem é uma ilha, célebre na obra do poeta inglês John Donne, surgiu na Idade Média, mas continua mais válida do que nunca, sobretudo no ambiente profissional.
É que a capacidade de trabalhar bem em equipe tem sido uma das habilidades comportamentais mais valorizadas pelos recrutadores. Por isso perguntas com foco nesta competência são frequentes nas entrevistas de emprego.
“É muito importante porque uma equipe ruim pode destruir uma empresa”, diz a consultora organizacional Meiry Kamia. Aumento de custos, erros constantes são alguns dos prejuízos ocasionados por uma equipe que não trabalha bem junta.
Pensando nisso, EXAME.com consultou especialistas para saber quais são os principais erros que os profissionais cometem e que podem comprometer todo o trabalho de uma equipe. Confira:
1.Ser inflexível e não transparente na comunicação
“Um dos principais erros é a pessoa se comunicar da mesma forma com todo mundo”, diz Marcia Rezende, diretora do Instituto de Thalentos. Conforme ela explica, comunicar-se bem não é simplesmente falar bem. “É preciso ter flexibilidade na comunicação e vontade de compreender o outro”, explica.
“É algo relacionado à empatia. Se uma pessoa é mais delicada o ideal é ser mais sutil na comunicação, com alguém mais focado em fatos e dados é melhor ser mais objetivo”, diz Meiry.
A transparência também é palavra de ordem no trabalho equipe. “É importante que a equipe saiba quais são as condições e as limitações do seu trabalho”, diz Márcia.
2.Não alinhar o objetivo
Cada participante tem uma meta individual. Um quer ganhar dinheiro, outro está em busca de reconhecimento profissional ou de uma promoção. Mas se essas pessoas não encontram um objetivo em comum que mova a equipe, todo o trabalho pode ser comprometido, segundo Marcia. “Uma equipe desalinhada custa para a organização”, diz.
Isso acontece uma vez que o trabalho em equipe só funciona quando os participantes têm um objetivo em comum. “Em neurolinguística é o que chamamos de metaobjetivo, está acima dos objetivos pessoais”, diz a especialista.
3.Comprometimento zero
Um participante não comprometido vai prejudicar os resultados atingidos por toda a equipe. “Sem valores e objetivos alinhados, a chance de faltar comprometimento é alta porque o trabalho precisa fazer sentido para o profissional”, diz Marcia.
4.Falta de planejamento e de respeito a prazos
Sem participantes focados e com planejamento nenhuma equipe vai para frente. É importante que as prioridades sejam dadas e que cada um saiba muito bem qual o seu papel dentro da equipe e siga à risca o que foi definido, na opinião de Márcia. “É preciso saber o que é urgente, o que é prioritário e respeitar os prazos”, diz a especialista.
5.Criticar um participante na ausência dele
Descontente com a atitude de um dos colegas de equipe, o profissional reclama dele para as outras pessoas. Pode até parecer inofensivo, mas não é, segundo Meiry. “Gera um mal estar tremendo”, diz a consultora. “Falar diretamente é muito melhor porque reduz a interferência e dá a chance de a pessoa receber um feedback sobre as suas ações”, explica.
6.Desvalorizar o trabalho do outro
Em mercados cada vez mais competitivos, a tendência é valorizar demais o trabalho individual dentro da equipe e ignorar ou desvalorizar o esforço dos outros participantes. “Com a competitividade como pano de fundo, este é um erro comum”, diz Meiry. Lembre-se de que uma postura assim transmite a imagem de arrogância.
7.Não assumir erros
Certamente uma pessoa assim já deve ter cruzado o seu caminho. Ótimos em apontar o dedo e denunciar o erro alheio e péssimos na hora de assumir seus próprios equívocos. “Se alguém da equipe erra, o certo seria que o erro fosse encarado como sendo de todos, mas infelizmente a realidade não é essa”, diz Meiry.
8.Ignorar as regras estabelecidas pela equipe
Respeito às diretrizes é essencial, mas nem todo mundo faz isso. “Muitas pessoas acabam ignorando as regras e fazendo as coisas do jeito que elas acham melhor”, diz Meiry.
A resistência geralmente está ligada à adoção de novos processos, procedimentos e sistemas. “As pessoas têm dificuldade em se adequar”, diz Meiry.
9.Desequilíbrio emocional
Tomar feedbacks negativos como perseguição pessoal, melindrar-se diante de críticas construtivas, perder a calma e apelar para gritos e grosserias. Estes sintomas podem indicar que o profissional peca em relação ao equilíbrio emocional, segundo Meiry. Além de ser prejudicial ao andamento do trabalho de toda a equipe, há o risco de essa pessoa acabar isolada.
10.Não aceitar as diferenças
Entender que a heterogeneidade de uma equipe é um aspecto a ser valorizado nem sempre é comum. “Entender e respeitar as diferenças é essencial, mas muita gente quer moldar as pessoas de acordo com seu ponto de vista”, diz Meiry.
É claro que os embates vão acontecer, mas tentar entender os outros é o caminho correto na hora de solucionar conflitos e construir alianças. “Negociação é fundamental”, lembra Márcia.

Fonte: Revista Exame, por Camila Pati.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

5 princípios básicos para ter sucesso na carreira

São Paulo – A ideia de sucesso  não é a mesma para todo mundo. Mas os conceitos para alcançá-lo (independente da forma que ele tomar) quase sempre são os mesmos. É o que Bryan Tracy expõe em seu mais recente livro “O Ciclo do Sucesso” (Editora Gente). Veja quais são os fatores básicos para avançar na sua trajetória profissional – do seu jeito.
Tenha metas claras
O primeiro passo para conquistar o sucesso é defini-lo. É saber o que você quer para sua vida. Em outros termos, delimitar suas metas e objetivos de curto, médio e longo prazo. “Metas claras nos livram da lei do acidente, a tendência de que as coisas aconteçam de uma maneira aleatória e imprevisível. Os objetivos fornecem um claro senso de direção (...). As metas nos proporcionam a sensação de poder, propósito e foco”, afirma o autor no livro.
Tenha autocontrole e confie em si mesmo
Delimitadas as metas é hora de correr atrás de tirá-las do papel. E, neste processo, domínio próprio é essencial. “Sempre que exercemos autodomínio e nos disciplinamos a fazer ou dizer o que é certo, especialmente sob estresse, criamos resistência às nossas tendências naturais. Essa resistência gera fricção. Trata-se do mesmo atrito ou calor que, ao ser aplicado a um cadinho contendo elementos químicos, faz com que esses produtos se cristalizem e assumam uma nova forma”, afirma o autor no livro.
Se para alcançar seu objetivo é essencial, por exemplo, acordar mais cedo, não é cedendo à tentação de dormir mais que você conseguirá cumprir seu propósito. Toda mudança exige uma dose de superação das próprias tendências, hábitos e medos. Ultrapassados estes limites, o novo tem tudo para virar parte de você.
Assuma riscos
Neste sentido, sair da zona de conforto é outra parte essencial do caminho para o sucesso. E assumir os riscos que este movimento traz é fundamental. Basta olhar os grandes nomes de nossa era para perceber que fugir do mesmo é um dos passos para ser o que você quer.
Confie em você mesmo
É impossível assumir riscos, se você não confia em si mesmo. O autor afirma que a autoconfiança é o produto de quatro fatores: clareza (sobre quem você é e o que quer), convicção (de seus valores), compromisso (com o próprio plano de ação) e consistência (o caminho para o sucesso exige persistência: não dá para assumir uma tarefa hoje, para amanhã deixá-la de escanteio).
Faça o que ama
A motivação e excelência no trabalho é diretamente proporcional ao sentido que a atuação tem para quem trabalha. “As pessoas que estão no trabalho errado olham para o relógio o tempo todo”, afirma o autor no livro. O que você faz em, pelo menos, um terço dos seus dias tem que ter algum sentido para sua vida como um todo – não pode ser apenas um cargo para preencher em formulários.
Com este brilho nos olhos, você terá motivação para fazer mais e ir além na busca pelos seus objetivos. “A felicidade é uma condição; não é algo que se conquista por meio de perseguição direta, mas o resultado de nosso engajamento em atividades que tem propósito”, afirmou Aristóteles, de acordo com passagem do livro.
Fonte: Revista Exame, por Talita Abrantes.

terça-feira, 11 de junho de 2013

4 vícios profissionais (e como se livrar deles)

Entenda o que leva alguns executivos ficarem presos a hábitos que podem prejudicar a carreira e veja como é possível mudar este quadro
São Paulo – Os hábitos, sejam eles maus ou bons, começam sempre por meio de um gatilho. Sim isso mesmo. Gatilhos “são estímulos sensoriais responsáveis pelo encadeamento de uma rotina. É como um vício”, explica Renato Hirata, consultor e sócio da Hirata Consultores & Editora.
Ele explica que os grilhões que prendem muitos profissionais à rotinas destrutivas são as “recompensas” que provêm delas. “Todo hábito tem um ganho. Até, por exemplo, fumar. O fumante pode dizer que o cigarro o deixa mais seguro, mais tranquilo”, explica. 
Por isso, uma mudança de rotina pressupõe que a pessoa identifique o gatilho que desencadeia o hábito e a “recompensa” resultante dele. Esta é uma das primeiras etapas de um sistema desenvolvido por Hirata para que as pessoas consigam alterar atitudes que em nada contribuem para a carreira PMI – Prosper Mind Intelligence.
 Para que a alteração da rotina seja efetiva e duradoura, os profissionais passam pelas cinco fases do PMI, segundo o especialista: diagnóstico, conscientização, motivação, ação e repetição. Entender o que desperta o hábito, ou seja, qual é o gatilho, é o primeiro passo.
“A conscientização acontece quando a pessoa sabe qual é o efeito do hábito para a sua vida, é aí que ela ‘acorda’”, diz. A motivação para mudar surge em seguida, mas a ação - isto é, o rompimento da inércia da rotina - só é possível quando a pessoa enxerga outro hábito com uma recompensa mais vantajosa e decide substituir. 
“A última fase é a repetição da ação”, explica Hirata. Ele sugere que a pessoa faça isso por 28 dias para que os resultados sejam duradouros. Com base neste método, EXAME.com pediu que Hirata identificasse hábitos que atrapalham a carreira de executivos e quais as “recompensas” que os prendem a eles. O especialista também sugere novos hábitos que podem substituí-los, mostrando que as recompensas destes últimos podem ser mais vantajosas. Confira:
Habito 1 Reclamar que a empresa não oferece recursos
Queixas sobre tempo curto para realizar as tarefas ou sobre a falta de ferramentas para trabalhar são constantes nas empresas, de acordo com Hirata. A recompensa deste hábito, diz o especialista, é a proteção do mau desempenho. “É uma justificativa. A pessoa não pode ter uma boa performance porque a empresa não deixa”, explica.
Dica: Fazer dos recursos limitados uma oportunidade de crescimento pode ser o substituto deste mau hábito, sugere Hirata. “Ao fazer isso, a pessoa para de congelar a mente nas reclamações”, explica. E a recompensa é o aumento do potencial criativo.

Habito 2 Trabalhar apenas pelo dinheiro
Ter o dinheiro como único motivador para trabalhar é outro mau hábito em que muitos executivos incorrem. “A recompensa é a sobrevivência. Ao receber o salário o profissional paga as contas e sobrevive”, diz o especialista. 
Dica: Trabalhar voluntariamente para a organização pode ser o novo hábito adotado. O dinheiro deixa de ser o objetivo e passa a ser a consequência. “A recompensa é o aumento do valor agregado. E as pessoas que estão voluntariamente na organização tendem a ser mais estáveis também”, diz.
Habito 3 Vitimizar-se pelas injustiças cometidas pela empresa
Ter sido preterido em uma promoção ou não receber o aumento almejado são “pratos cheios” para que os profissionais se considerem vítimas da injustiça de um gestor ou da empresa. O hábito de se fazer de vítima tem como recompensa a “terceirização” do fracasso. “O ganho desta atitude é justificar a situação de fracasso”, diz Hirata. 
Dica: Ao invés de se considerar uma vítima, tome as rédeas da situação e assuma o papel de empreendedor. “Quem assume o olhar do dono do negócio consegue suportar qualquer crise”, diz Hirata. 
Habito 4 Medo de se comprometer com metas
Ao esquivar-se do comprometimento com seus objetivos e metas a recompensa é a minimização do esforço, de acordo com o especialista.
Dica: Troque o medo pela coragem de assumir novos desafios. “O ganho de transformar a coragem em hábito é o aumento do limite do desempenho”, explica Hirata. Mire-se no exemplo dos atletas que melhoram a performance estipulando metas a serem alcançadas.
Fonte: Revista Exame, por: Camila Pati.

terça-feira, 28 de maio de 2013

7 características essenciais de um bom negociador

São Paulo – Todo mundo já nasce sabendo negociar. Esta é a visão dos especialsitas no assunto. A grande diferença, no entanto, é saber fazer este processo de forma consciente. “O negociador profissional tem consciência de todo o processo de influência, de convencimento e de abordagem”, diz Mário Rodrigues, diretor do Instituto Brasileiro de Vendas (IBVendas).
Para os empreendedores, ter controle das negociações pode fazer a pequena empresa crescer e ganhar mais clientes. “O bom negociador acerta mais do que erra e não entra na conversa pensando em tirar só o mínimo”, ensina Marcelo Ortega, palestrante de vendas e consultor empresarial. 
Ser um negociador melhor inclui entender que esta não é uma situação de conflito. “A negociação só acontece porque existem partes com ideias distintas. Se não tiver tensão, não precisa negociar”, indica Rodrigues. Isso não significa que toda negociação deve ser uma batalha. “Não é uma luta. Os dois lados têm que sair felizes”, diz Ortega. 


1. Busque a objeção
Tendo em vista que a negociação é uma situação de tensão, é preciso enxergar a objeção do cliente como um sinal de compra. “Gostar de objeção e do questionamento é negociar bem. Quando a pessoa propõe uma barreira, ela quer um convencimento e indica que quer comprar com você”, ensina Ortega. Falta de objeção indica falta de interesse do cliente. 


2. Estar pronto para o “não”
Para Ortega, saber dizer 'não' é essencial para ser um negociador que tem lucros. “Quando aprende a dizer não, passa a ser mais comandante da negociação”, explica. Segundo ele, os empreendedores não podem se intimidar e nem se omitir durante a negociação. Mesmo negando um desconto maior, por exemplo, é preciso propor algo para agradar o cliente. 


3. Criar empatia
A empatia é uma das qualidades indispensáveis, segundo Rodrigues. “O bom negociador está acostumado a lidar com gente. É capaz de se colocar no lugar do outro”, explica. As pessoas gostam de se sentir confortáveis na hora da venda. “Negociação se faz com clima empático e não trágico. Tem que criar sintonia com o cliente para evitar conflito”, diz Ortega. 


4. Ter calma
Não se mostrar muito ansioso ou afobado é importante. “É preciso calma. Cale-se e venda. Meça a opinião do cliente conforme as respostas dele”, diz Ortega. Ouvir o cliente é essencial para conduzir a negociação. Usando os argumentos do próprio consumidor fica mais fácil entender o que ele quer e auxiliar na tomada de decisão.


5. Ser comunicativo e criativo
A comunicação também é uma característica comum aos empreendedores que negociam bem. “É uma coisa mais natural, mas existem técnicas que ajudam a desenvolver. É fundamental passar claramente sua posição para mostrar detalhes que o cliente talvez não tenha visto”, indica Rodrigues. 


6. Ter capacidade investigativa
Faça perguntas. Este é o conselho para quem quer aprender a negociar melhor. Ter capacidade investigativa para descobrir o que o cliente quer de verdade com a compra é bastante relevante. “Não se dar por satisfeito com as primeiras respostas ajuda muito”, afirma Rodrigues. 


7. Ter tino comercial
Pode parecer óbvio que os empreendedores precisam de tenacidade comercial, já que seu objetivo é vender algo. Mas Rodrigues explica que esta habilidade vai além disto. “É a capacidade de fazer acontecer, um senso de urgência, de não perder oportunidades”, diz.
Fonte: Revista Exame, por Priscila Zuini.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Prospect, o cliente renegado!

Prospectar clientes é um grande desafio para todos. Vendedor fraco prospecta e não fecha, vendedor bom, principalmente se já estiver ganhando bem, não prospecta porque pensa que não precisa, vendedor ansioso, quando prospecta e encontra uma grande oportunidade passa mais tempo torcendo para fechar o negócio dos sonhos ao invés de continuar prospectando. Na última semana do mês ninguém prospecta nada, todos só querem fechar negócios. Tem empresas que não permitem que prospects sejam cadastrados no sistema para não poluir a base. Tem sistemas que só aceitam que novos clientes sejam cadastrados pelo CNPJ, mas os vendedores dizem que não conseguem pegar o CNPJ de um cliente que é apenas prospect. Assim caminha a mal fadada prospecção de cliente.
Primeiramente, farei uma pergunta sempre recebida com um silêncio em minhas palestras:
Você sabe quantos clientes você ou sua equipe tem na lista de prospecção? (por favor, levante essa informação, faça uma lista dos seus prospects atuais... mas leia o artigo até o final).
Alguns vendedores sabem quantos ativos têm, mas exigir que saibam quantos clientes em prospecção, aí é demais.
O problema é que o próprio conceito precisa ser revisto. Prospect não é aquele cliente que você dá uma passada de vez em quando. Ter um cliente em prospecção na carteira significa:
  1. Visitá-lo com uma frequência determinada – não se engane, visitar de vez em quando um cliente não faz dele um prospect de verdade. Sabemos que para um cliente trocar de fornecedor é preciso que se sinta seguro com a decisão. É preciso ganhar confiança, por isso estar perto é fundamental.
  2. Identificar decisores primários e secundários – nem sempre quem decide a compra é quem assina o cheque ou faz o pedido. Dentro dos clientes há muitos influenciadores de compra que precisam ser identificados e mapeados. É preciso buscar interesse em alguém.
  3. Levantar concorrentes – conhecer o concorrente ou os concorrentes que atuam no seu prospect é muito importante. Com essa informação você pode traçar uma estratégia de entrada e identificar perfil de compra o que o cliente realmente valoriza. Dessa forma você poderá oferecer uma solução mais atraente.
  4. Tenha paciência – se prospectar fosse fácil todo mundo ficaria roubando clientes um do outro o tempo todo, mas não é isso que vemos no mercado. Em maior ou menor escala vemos um certo grau de fidelização ao fornecedor atual, seja por comodismo ou bom serviço mesmo. Por isso ter paciência é fundamental.
  5. Faça sua lista dos sonhos – coloque no papel, cinco ou dez clientes que você gostaria que se tornassem seus clientes. Clientes importantes na sua região, que seriam boas referências para o mercado. Digo isso porque prospectar cliente pequeno é mais fácil, e para os mais difíceis ou maiores vamos criando barreiras, que muitas vezes são mentais. E acabamos crescendo em clientes pequenos mas perdendo a oportunidade de vender para grandes ou importantes. Provavelmente eles não serão tão simpáticos nem receberão você tão bem ou prontamente. Mas são clientes que farão a diferença em sua vida e em suas vendas. Tenho observado essa prática em vários vendedores de sucesso. Quando você faz uma lista, de alguma forma se compromete mais com isso, traça uma meta. Por isso chamo de lista dos sonhos.
Outro ponto relevante diz respeito aos agendamentos de visitas. Em nossa consultoria já há algum tempo implantamos centrais de relacionamento com os clientes para facilitar a vida dos vendedores externos, agendando visitas, tentando falar com clientes, enfim, pavimentando os primeiros contatos. Os resultados têm sido significativos, com um aumento de produtividade e de ativação de clientes muito grande. Ainda não posso dar aqui um resultado conclusivo, pois isso seria leviano, mas o fato é que tanto vendedores como nossos clientes estão muito satisfeitos com isso. Sei que você pode questionar se essa não é uma função do vendedor, mas convido você para uma análise. Imagine que um vendedor está na rua e tenta agendar horário com um cliente e ele não pode atender no momento e pede para anotar o número do seu vendedor e ligar em seguida. Caso ele retorne enquanto seu vendedor está em outra visita o que vai acontecer? Outro ponto é que bons vendedores, como já citei acima, não gostam de ficar ligando para agendar horários, certou ou errado, eles dizem que tem mais o que fazer e que não tem tempo para isso. Então, foi preciso tomar uma decisão e optamos por assumir essa função com bons resultados.
 
Fonte: Revista VendaMais, por Marcelo Caetano.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Empresas latinas não têm tempo para inovar

São Paulo - Mesmo estando na lista de metas das principais empresas do mundo, inovar ainda é uma tarefa muito difícil para os latinoamericanos. Ao contrário de países como Estados Unidos e Coreia do Sul, que lideram os processos inovadores, por aqui esse movimento ainda funciona como uma respota às ameaças da economia tradicional. O motivo: falta tempo.

Essa foi uma das constatações da pesquisa Inovação na América Latina, feita pela Escolas de Negócios da América Latina pelo Crescimento Econômico Sustentável (Enlaces), uma parceria entre a Fundação Dom Cabral, em parceria com a Universidad de Los Andes, a Universidad de San Andrés e a Universidad de Chile.
Para a evolução dessa habilidade, a empresa precisa não só olhar a longo prazo como alimentar o conflito. Segundo Carlos Arruda, coordenador do Núcleo de Inovação da Fundação Dom Cabral, inovação "exige diversidade e pressupõe tentativa, erro, aceitação dele e principalmente liberdade de rotina para a criação". E isso toma tempo.
"Quanto mais operacional o nível hierárquico, menor a capacidade de inovação, porque falta tempo", diz Arruda. A falta de um olhar de longo prazo afasta as empresas do ambiente ideal para o florescer da criatividade. "O tempo é sempre um fator crítico em função do foco constante no curto prazo."
Risco
O olhar para o futuro requer uma boa dose de ousadia e investimentos e esses também são pontos fracos das empresas latinas, avessas ao risco. Entre as 400 empresas pesquisadas,apenas 41,9% tem uma posição clara para a inovação no seu planejamento estratégico. 
Isso é o que mantem boa parte das corporações daqui fora das vanguardas de inovação. "Há um certo pragmatismo empresarial. Os gestores inovam para buscar melhores condições competitivas e não para inaugurar um novo mercado ou ampliar o setor em que atuam”, diz. “São processos incrementais que melhoram a posição da empresa, apenas.”
Apenas 55,4% das pesquisadas afirmam usar a diferenciação de seus produtos e serviços como estratégia para alcançar a liderança do mercado.
Exemplo
São poucas as empresas que se destacam internacionalmente nesse aspecto. Arruda menciona a Embraer como o principal exemplo brasileiro.
 A principal vantagem competitiva da empresa em inovação está na sua inteligência em antecipar o que Arruda chamou de “megatendências”. “A Embraer historicamente atua no desenvolvimento do mercado de aviação”, diz.
Fonte: Revista Exame, por Barbara Ladeia.